domingo, 12 de dezembro de 2010

Há tempos.


Um dia tive um sonho, e o sonho que tive era ter você, mas foi embora com o sono, que fugir por não lhe ter. Há tempos pedi ao vento, que lhe trouxesse a mim, e ele me pediu um tempo, para encontrar a fragrância do jasmim. Há tempos não tenho paz, é uma guerra constante entre a minha mente e o meu coração, minha mente apressada diz que você não vira jamais, e meu peito paciente arde em paixão. A lua testemunha da dor que sinto, leva a você o beijo que lhe dei, por ver-te feliz juro não minto, vou amar-te para sempre sim eu sei. As estrelas vão cair, e não há para onde fugir, então você verá, meu peito em brasas a queimar. Quem sabe nesse dia, você possa em mim acreditar, assim como o vento anuncia, a tempestade que vai chegar, e quem sabe assim, você se arrependa por não ter me dado valor, por tudo o que lhe ofereci, por este santo amor. Provar não o farei, ele falou por si, pronunciou-se e disso eu sei, que há tempos esperou por ti. Há tempos eu sinto um calafrio, dizem que é só receio, mas se o amor está no meio? No fim mesmo é só o frio. Há tempos o teu rir aqueceu o meu coração, e por um instante pude eu sorrir, até o momento que você me disse não, quem sabe agora possa eu dormir.